Mesmo calada a boca, resta o peito

Publicado: setembro 18, 2011 em Uncategorized

Há quem morra por ser pobre, por ser preto, por ser índio, por ser gay, por ser crente, por ser ateu ou por simplesmente não ser. Não ser o que o pai quer que ele seja, não ser o que a mãe sonhou que ele fosse, não ser o que a sociedade espera, não ser o que a história quer que a gente acredite que somos. Aí percebemos que o buraco é  mais embaixo. Que a Igualdade não está para a realidade e que a Diversidade  existe para ser celebrada. Há quem reme contra a maré de preconceitos, vaidades, opressões. Há quem viva para lutar e quem lute para viver, entre mortos e feridos há o amanhã. Melhor, quem sabe.  Pior, talvez. Mas para o Hoje, tem-se a crença, a fé e a esperança de que sorria quem hoje chora. De que fale quem hoje cala. De que viva quem se mata um pouco a cada dia.

“Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada, prá a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa.”

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