Um show de ignorância, preconceito e homofobia se fez presente em uma Aula de Direito do Trabalho II na Universidade Católica de Pernambuco. Na última quarta-feira, 11 de maio, dois representantes do Diretório Acadêmico Fernando Santa Cruz entraram na sala para dar alguns recados e convidar os alunos para a 1ª Parada Gay Unicap. O anúncio de tal evento teve risadas, interjeições e comentários homofóbicos externados em uma sala de Aula. “Eu venho com uma 12”, disse um futuro juiz, promotor, delegado, advogado ou qualquer outra função pública de Defesa Social. “Vixe!”, exclamou enfática mais uma integrante do corpo discente.
O circo já estava armado. Entre plateia e palhaços, havia os indignados, estarrecidos e paralisados como eu. Foi traçado um paralelo entre homoafetividade e zoofilia, “levantar a bandeira” do movimento LGBT foi considerado um meio de garantir o rótulo de moderno e liberal, organizar numa Universidade um evento que tem como um de seus objetivos tornar mais alto o coro de #HomofobiaNao foi tido como um estímulo a homossexualidade. Não foram apenas alunos os protagonistas do episódio em tela, um Professor também fez parte do elenco e sugeriu que os heterossexuais também deveriam se organizar e levantar sua bandeira. O Professor parece não lembrar que não são os heterossexuais que estão sendo esfaqueados e enterrados de cabeça pra baixo por conta de um namoro não aceito pelos pais de uma das partes, são as lésbicas. O Professor esqueceu também que não são os heterossexuais que ao chegarem a uma delegacia para prestar queixa, muitas vezes recebem outra agressão, são as travestis. Não estava registrado na memória do professor que não são os heterossexuais que são agredidos pelo fato de estarem andando de mãos dadas em via pública, são os homossexuais.
Não acreditei no que estava ouvindo, duvidei do que estava vendo e minha imaginação não conseguiu alcançar o que eu ainda posso ver num futuro tão perto que já me bate à porta. Acadêmicos tão cheios de luzes, letras e livros para quê? Luzes, letras e livros para quem? Pseudoliberais e autênticos conservadores estavam em comunhão de forma sutil e rude, áspera e suave, entre o dito e o não dito homofóbico. Costumo dizer que faço parte de uma juventude “que não foge da raia a troco de nada”, mas reconheço também que parte dessa mesma juventude me envergonha por ter um pé (há quem tenha os dois) em preconceitos ancestrais. Confesso que me juntei ao time de Elis: também é minha a dor de perceber que “ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais”.
O post anterior ultrapassou as duzentas (200) visualizações e quero agora dobrar esse número. Divulguem o blog! Espalhem o link! Comentem! Eu sou a favor do PLC 122/2006 (Criminalização da Homofobia), contra o Preconceito e a favor do Respeito à condição de ser Humano , e vocês?
E então Madalena, até ia fazer um comentário parecido e como vi que você teve o mesmo pensamento que o meu vou falar. “Oh esse professor tentou ser engraçado ou nessa turma tinha uma bando de retardados mentais, pq eu não vi nenhuma graça (e a turma rindo como em se estivesse em um circo). O que ocorreu foi e é inaceitável.
“Costumo dizer que faço parte de uma juventude “que não foge da raia a troco de nada”, mas reconheço também que parte dessa mesma juventude me envergonha por ter tem um pé (há quem tenha os dois) em preconceitos ancestrais.”
Suas palavras muito bem escritas deveriam virar discurso, alguém com pontos de vista tão bem apresentados deveria defende-los em público, sem dúvidas, até o “homofóbico ferrenho” vai se ver com desgosto e querer mudar de opinião. Parabéns.
Ignorância e falta de compreensão é o que se está sobrando em muitos lugares, vamos abrir nossas mentes para realidade gente.
Parabéns pela reflexão. A Parada Gay da Católica já está cumprindo o seu papel. Desmascarar o preconceito que as pessoas tanto negam existir. Evidenciar o conservadorismo hipócrita impregnado na nossa sociedade e que a juventude insiste em reproduzir.
Sou estudante do 9° periodo da Católica e uma recente ex militante do D.A. Fico feliz por saber que existem pessoas que pensam como você na Unicapital.
Beijo.
Parabéns, excelente!
E ainda tem gente que pergunta “pra quer aprovar lei contra homofobia?”
‘Sabe pra quer?”Ou melhor, “pra quem?”
Para as pessoas que menospreza o outro por conta da “opção sexual” ou melhor da “Condição Sexual”. Essas pessoas tem que pagar pelo seus atos preconceituosas e parar de menosprezar homossexuais, pq todos são seres humanos não um ser ridiculo que mereça punição.
uma frase muito usada mas que não deixa de ter razão ! É UM ABSURDO QUE ISSO ACONTEÇA EM PLENO SÉCULO XXI ! ABSURDO MESMO !!!
O nome desse professor homofóbico é: Amaro Clementino Pessoa. Vamos divulgar essa notícia para que atos como esse não se repitam em nossa sociedade. São pessoas como esse senhor que estimulam o ódio e o preconceito na nossa sociedade.
E o direito a opinião? Violência não, mordaça não, desrespeito não.
Madáá, MUITO bom seu texto! Quando Marília me disse o que tinha acontecido, fiquei revoltada! Um absurdo! não podia passar em branco! divulguei no meu facebook! beijãooo
[...] blog cactos e sombrinhas publicou num artigo sobre o [...]
Parabéns pela atitude. Espero que seu blog seja bastante visitado e que muitas pessoas tenham acesso a esse texto super sensível que você escreveu. ;] Estamos todos juntos enfrentando o mesmo desafio de conscientizar a sociedade.
Postei um link pra você no meu blog.
Abraços,
Déborah Guaraná
Gente,
Agradeço os comentários de todos vocês que estão do lado de quem quer uma sociedade permeada pelo respeito às diferenças. Quero dizer também que os comentários de quem não concorda com nada do que falei são MUITO BEM VINDOS! Se você tem uma visão do fato diferente da minha, por favor registre aqui.
Minha intenção ao postar esse texto não é agredir o Professor que agiu de maneira inadequada ou a aluna que não conseguiu guardar pra si a sua visão dos fatos quando deveria, tanto que o único nome próprio que utilizo na postagem é o de Elis (Regina). O propósito do post é mostrar que esse tipo de coisa ainda acontece SIM nos presentes dias, que a nossa geração tem SIM preconceitos que pertenciam aos nossos antepassados. Um dos visitantes do blog questionou: “e o direito de opinião?”. Eu aqui respondo: o direito de opinião tem que sim que ser preservado e garantido, mas a partir do momento que eu expresso o que eu acho sobre um tal fato é de minha responsabilidade não atingir ninguém com isso. Sou uma pessoa extremamente sensível às causas sociais, e se há uma parcela da população com seus direitos fundamentais feridos é do lado dela que eu vou estar. A minha indignação me motivou a escrever, mas a crença em dias melhores também.
Agradeço mais uma vez a todos, deixo aqui meu Muito Obrigada.
Madá adorei,mesmo. Ótima iniciativa a sua de vir aqui e falar tudo o que precisa ser falado.
Temos que acabar de uma vez por todas com esse PRÉ- conceito.
BEEEEIJO